Numa sociedade em permanente avaliação, não fazia sentido que a Administração Pública a evitasse.
No passado existia já um metodo de avaliação anual, o qual, fosse por incapacidade dos avaliadores ou adesão ao low profile instalado, para não criar atritos nos serviços acabava invariavelmente por atribuir Muito Bom a todos os agentes, até àqueles que passam mais tempo ausentes dos serviços do que nos mesmos.
Com a inovação do SIADAP, os gestores julgam-se escudados na lei, para se desculparem com os efeitos que vai ter no seio dos administrados.
Esquecem-se porém, que também eles passam a estar escrutinados pela mesma lei, a qual serve para se desculparem mas também para os censurarem se adoptarem as práticas do low profile.
É notório que de há dois anos para cá, alguns tornaram-se repentinamente inimigos dos chefes, enquanto outros sobem em flecha na sua consideração. Será obra do acaso?
Muitos dizem: "O chefe parece que está zangado comigo, não me olha direito. Que será que fiz?". Não fizeram nada, apenas eram amigos e, nesta sociedade actual, não há lugar para a amizade, apenas para compromissos momentâneos, que medram de acordo com as conveniências e o momento.
Ou muito me engano ou os serviços vão ser inundados de recursos, e os Tribunais Administrativos vão ser chamados a pronunciar-se, como nunca sonharam.
A ideia do SIADAP é boa, mas não vai ser pacífica de aplicar na actual sociedade e no seio dos actuais gestores.
A sociedade virou fatalmente à mediocridade, aos untuosos, àquelas figurinhas que existiam nas nossas lides académicas, às quais chamavamos "graxistas".
Vai uma aposta que ainda vai dar muito que falar?
sábado, 2 de fevereiro de 2008
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